
Já foi o tempo que processos seletivos eram unicamente de via única, onde os candidatos eram os maiores interessados e os entrevistadores eram os donos da verdade, impassíveis diante a pessoas desesperadas por um novo empego. Com a passagem do tempo, a guerra por talentos equilibrou as coisas e não raro nos dias de hoje, é fácil perceber áreas de atuação onde a lógica se inverteu: são os candidatos que veem impassíveis as empresas se digladiarem pelas suas capacidades. Basta a ver a corrida maluca por profissionais de tecnologia que tem o peso das suas capacidades medidos em ouro e literalmente, podem escolher onde e quanto querem ganhar em meio a um país afundado no caos político e econômico, com desemprego recorde. Diante desse novo cenário, é cada vez mais frequente a presença de um tipo de entrevistador que tudo promete e nada entrega, que eu apelidei de entrevistador de gênio da lâmpada.