
O Velho e o Mar A Ernest Hemingway Sou do mar, da liberdade, de mais nada Ninguém me vê Apenas os peixes, desconfiados Os albatrozes E mais ninguém - talvez Sinto-me potente, desbravador e espanto a solidão com meu par de remos Navego sem a precisão de um timoneiro Mas sei onde quero ir E vou Eu e meu velho barco E mais nada As vezes, a minha prepotência me leva a horizontes desconhecidos Um universo infinito de águas E mais nada As vezes, não encontro forças para voltar Mas volto Meio morto Meio vivo E mais nada Rio de Janeiro - Brasil - Ponte Rio-Niterói / 2010 - Canon EOS 1Ds - Por sorte, meu carro quebrou - em cima da Ponte.