
a constância é difícil para quem mantém a distância entre alguém que foi e alguém que será as flores de abril se abrem quando você resolve passar elas então resolvem dançar uma forma delas de amar todas as suas minúcias eu prometi admirar guardar amar mas tu foste antes que eu pudesse dizer "eu te amo, eu te quero aqui", mas será mesmo que era necessário eu dizer se todas as vezes eu te acolhi e mostrei, através do silêncio, que te amava e que tudo dentro de mim fazia festa, fazia barulho só de te ver chegar eu escrevo cartas a você à mão te envio e espero que leia que descubra que entre as entrelinhas que eu nada sou além de mulher frágil, vulnerável, assustada e com medo de se apaixonar o imprevisível me conforta o desconhecido me instiga eu entrego meu coração fácil demais por isso eu passo uns bons bocados tentando trazê-lo à vida outra vez eu mergulho no raso sem nenhuma previsão de volta eu me afogo em minhas lágrimas e meu peito arde, ele é maior do que o mar da bahia ele clama para eu parar, respirar, notar o que está à minha frente, todavia, não consigo ver, estou com as lentes erradas aquelas que fogem da realidade como alguém poderia me amar se nem eu mesma consigo?