
é como se tu fosses a última coisa que jurei que me envolveria em um abraço. sua alma, ali, juntinha com a minha e, então, eu não ousaria em pensar em me afastar deste tipo de toque que me dá aquela pequena sensação de pertencer. nunca pertenci a algum lugar, a algum alguém. mas, querido, venha e me abrace outra vez desse jeitinho todo afável teu porque é como se tu fosses a última coisa que jurei, neste mundo tão ainda cheio de jardins a serem cuidados e flores a cheirarem a amor puro, que me envolveria em um abraço. e que, mesmo com aquela pequena sensação de pertencer se fazendo de flores e se enroscando entre minha caixa torácica, querido, minha alma nunca se apaixonara assim e se sentira tão pertencida. tão florida. florimos juntos e nem mesmo estamos em plena primavera. mas é que, ali, sua alma juntinha com a minha, nossos corações não prontos para despedidas e seus fios macios de cabelo a provocarem cosquinhas no meu ouvido, florimos. e sei que é mais você, porém, somos jardins e nunca fui tão cuidada e senti tanto cheiro de amor, de mais pura arte que vinha de suas flores a nos enrolar e a nos prender ainda mais naquele abraço.