
A destruição da Mata Atlântica cresceu 66% entre 2020 e 2021, quando foram desmatados 21.642 hectares do bioma, o equivalente a mais de 20 mil campos de futebol. A alta em relação ao período entre 2019 e 2020 aparece em estudo da Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia. O Atlas da Mata Atlântica, levantamento realizado desde 1989, aponta que houve elevação do desmatamento em 15 dos 17 Estados que compõem o bioma. Só não houve alta no Ceará e em Santa Catarina. Para o diretor de Conhecimento da SOS Mata Atlântica, Luiz Fernando Guedes Pinto, o aumento do desmate principalmente para agricultura e pastagens, é resultado do enfraquecimento da política ambiental e dos órgãos de fiscalização no governo Bolsonaro. “A boiada passou e foi imensa. Em vários lugares do mundo a pandemia diminuiu desmatamento. Desmatar é caro e tem uma série de riscos. Essas pessoas só fizeram porque foram convidadas e motivadas por autoridades”, afirmou, em referência a uma declaração do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles. Apesar dos números negativos, Guedes disse que ainda é possível reverter o desmatamento da Mata Atlântica com políticas de reflorestamento. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 72% da população brasileira – 145 milhões de pessoas – vivem em áreas que se inserem na Mata Atlântica. As maiores cidades do País, como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Curitiba são alguns dos exemplos. See omnystudio.com/listener for privacy information.