
Os bombardeios entre Israel e o Hezbollah prosseguem nesta terça-feira, horas após a maior ofensiva israelense contra o grupo radical xiita desde a guerra de 2006 no Líbano. Segundo o Ministério da Saúde libanês, cerca de 500 pessoas morreram e mais de 1,6 mil ficaram feridas. Foi o dia mais mortal no Líbano desde a guerra civil travada entre 1975 e 1990. Milhares de libaneses fugiram do sul do país após terem sido instados a deixar suas casas pelo governo de Israel. No aeroporto de Beirute, vários voos foram cancelados hoje. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia a possibilidade de retirar os brasileiros do Líbano. Os Estados Unidos, que reprovam os planos de Israel de fazer uma incursão terrestre, orientaram os americanos a deixar o país. Em entrevista à Rádio Eldorado, o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice), afirmou que o objetivo de Israel ao atacar o Hezbollah “é a manutenção do primeiro-ministro Netanyahu no poder”. Ele não acredita que o conflito possa sair do controle com uma eventual entrada do Irã em cena, mas admite que o risco de uma invasão do território libanês por Israel pode agravar a situação. See omnystudio.com/listener for privacy information.