
Para 81% dos brasileiros, o país é racista. No entanto, apenas 11% afirmam ter atitudes discriminatórias. A identificação do paradoxo que identifica o problema, mas aponta a dificuldade de nomear o racismo em experiências pessoais é uma das conclusões apresentadas na pesquisa realizada pelo IPEC, encomendada pelo Instituto Peregum e pelo Projeto Seta, organizações voltadas ao estudo da população negra. De acordo os dados, mais da metade (51%) da população brasileira já presenciou alguma situação de racismo e principal forma de identificação da manifestação é violência verbal, como xingamentos e ofensas (66%), seguida de tratamento desigual (42%) e violência física, como agressões (39%). As instituições de ensino são idealizadas como espaços onde não há lugar para atos discriminatórios, no entanto, 38% das pessoas que afirmam já ter sofrido racismo apontam a escola ou universidade como locais onde essa violência ocorreu. Outro dado apontado por Márcio Black, cientista político do instituto Peregum, é que 44% da população considera raça, cor e etnia como o principal gerador de desigualdades no país. See omnystudio.com/listener for privacy information.