
Em atos que marcaram o um ano da morte do jornalista britânico Dom Philips e do indigenista Bruno Pereira nesta segunda-feira, 5, organizações e integrantes da agenda socioambiental pediram celeridade nos julgamentos e mudança do foro em que corre o processo na Justiça Federal. Foram diversas as manifestações que lembram que a violência ainda é uma ameaça para quem trabalha pela proteção das terras indígenas. Ainda que mais dois suspeitos de participar dos assassinatos tenham sido indiciados na semana passada, a Anistia Internacional Brasil lista diversos pontos e perguntas que precisam de respostas. “Um ano depois ainda há muito trabalho a ser feito para além da elucidação do crime”, avalia a diretora executiva da entidade, Jurema Werneck. “Um ano depois, os moradores do Vale do Javari continuam denunciando a total desproteção que vivem, as ameaças que sofrem e as medidas de proteção que o estado brasileiro tem a obrigação de garantir ainda não estão em curso”, explica. Segundo relatório da Anistia Internacional, o Brasil é o 4º país do mundo onde pessoas defensoras de direitos humanos e do meio ambiente mais morrem. Jurema reforça que “gestos simbólicos precisam ser aprofundados”. See omnystudio.com/listener for privacy information.