
Uma pesquisa com dados do Datasus mostra que o Brasil vive uma “2ª pandemia” na saúde mental, com uma multidão de deprimidos e ansiosos. Segundo o levantamento, suicídios sobem sem parar e matam mais que acidentes de moto, na contramão do resto do mundo. Um levantamento da OMS em 2017 apontou o Brasil como o país com o maior índice de ansiosos do mundo (9,3% ou 18 milhões de pessoas) e o terceiro maior em depressivos (5,8% ou 11 milhões), muito próximo dos EUA e da Austrália (5,9%) —a entidade pondera que não se pode falar em ranking, porque são estimativas. O total de óbitos no país por lesões autoprovocadas dobrou de cerca de 7.000 para 14 mil nos últimos 20 anos, segundo o Datasus, sem considerar a subnotificação. Isso equivale a mais de um óbito por hora, superando as mortes em acidentes de moto ou por HIV. A curva vai na contramão do resto do mundo, mas segue a tendência da América Latina, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), que atribui a piora à pobreza, à desigualdade, à exposição a situações de violência e à ineficiência de planos de prevenção. Para Karen Scavacini, psicóloga e fundadora do Instituto Vita Alere, a maioria dos transtornos mentais tem sinais que nem sempre são facilmente observados. Acompanhe as orientações da especialista durante entrevista à Rádio Eldorado nesta terça-feira. See omnystudio.com/listener for privacy information.