
O ex-PM Élcio de Queiroz fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e o Ministério Público em que confessou ter participado da execução da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, e deu novos detalhes sobre a trama. À princípio, o instrumento que também marcou a ascensão da Lava Jato, não pode ser comparado com os conduzidos pela operação. Segundo José Ignacio Cano Gestoso, integrante do Laboratório de Análise da Violência da UERJ, os abusos e exceções observados na força tarefa de Curitiba eram de outra natureza. “Pessoas que não tinham provas contra elas eram encarceradas para forçar a delação. havia a insistência em focalizar em determinadas pessoas. Agora, no caso de um homicídio intencional, por enquanto não temos notícia de abuso. Ambos já estavam presos preventivamente e tinham evidências contundentes da participação no crime. Mas não sabemos em detalhes o que foi oferecido e em que condições”, avalia. Segundo Gestoso, “o balanço político institucional enfraquece a Polícia Civil do Rio e fortalece a PF, porque em pouco tempo se conseguiu avançar nas investigações e obter a delação premiada”, conclui. See omnystudio.com/listener for privacy information.