
Recentes decisões de empresas chamadas de big techs, as plataformas digitais mundiais, de encerrar serviços de checagem de informações e programas internos de diversidade e inclusão, têm gerado críticas de especialistas em tecnologia, comunicação e direito do consumidor. Uma delas foi a Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, que anunciou na semana passada a substituição de verificadores de fatos por notas comunitárias. Em seguida, decidiu abandonar seu programa de diversidade, equidade e inclusão, que previa critérios de contratação, treinamento e escolha de fornecedores. Outra empresa gigante do setor, a Amazon, anunciou internamente em dezembro passado a descontinuidade do programa de inclusão. Em entrevista à Rádio Eldorado, o jornalista e professor da ECA-USP Eugênio Bucci, que também é colunista do Estadão, disse que o alinhamento das big techs ao ideário do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorre para combater os esforços mundiais de regulação do segmento. Nesse sentido, Bucci refutou o argumento de liberdade de expressão, utilizado pelas plataformas de tecnologia e por extremistas de direita contrários à regulação das plataformas digitais. “Onde existe regulação democrática, a censura tem menos chance de acontecer”, afirmou. See omnystudio.com/listener for privacy information.