
A saída do Brasil do consenso internacional contra aborto assinado por Jair Bolsonaro e a recém revogação da norma que dificultava aborto legal equivalem a 'chamar para guerra' a bancada evangélica no Congresso, na visão de lideranças conservadoras já frustradas com os primeiros movimentos da gestão petista. Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalar três representantes evangélicas para ministérios importantes - Marina Silva (Meio Ambiente), Daniela do Waguinho (Turismo) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) -, o Fundador da Associação Nacional de Juristas Evangélicos, Uziel Santana, afirma que o segmento não está representado no novo governo. Segundo o professor da Universidade Federal de Sergipe, atos como o desligamento do Brasil da Declaração do Consenso de Genebra sobre Saúde da Mulher e Fortalecimento da Família e a anulação da norma do Ministério da Saúde que exigia que médicos acionassem a polícia em casos de aborto por estupro foram "como chamar para uma guerra e vai haver reação muito forte", ao se referir ao poder da reforçada bancada evangélica no Congresso que assume em fevereiro. See omnystudio.com/listener for privacy information.