
A inflação voltou a subir em setembro, após uma desaceleração no mês anterior. Impulsionado pelo encarecimento da energia elétrica e dos alimentos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saiu de uma queda de 0,02% em agosto para uma alta de 0,44% em setembro, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, puxado principalmente pelo aumento da conta de luz, foi o mais elevado para o mês desde 2021. A taxa acumulada pelo IPCA em 12 meses acelerou de 4,24% em agosto para 4,42% em setembro, aproximando-se assim do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central em 2024, que é de 3% com tolerância de até 4,50%. O governo considerou que o resultado teve influência da seca histórica que o País enfrenta. Em entrevista à Rádio Eldorado, o economista Samuel Pessôa, pesquisador associado do FGV-Ibre, disse que a inflação não preocupa no curto prazo em razão das condições climáticas, mas destacou que há risco de “inflação inercial” diante da forte atividade da economia, que pode pressionar os preços e impactar na alta dos juros. “Com a inflação inercial, o trabalho do Banco Central de trazer para a meta é redobrado e fica mais difícil”, afirmou. Na avaliação dele, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “faz um esforço fiscal na direção correta, mas falta o presidente Lula vir a público e colocar as contas públicas numa trajetória de estabilidade”. See omnystudio.com/listener for privacy information.