
Mais de uma semana após o início da operação conjunta entre PF, Ibama, Funai e Forças Armadas contra o garimpo, o povo indígena Yanomami ‘ainda não’ se sente mais seguro. Segundo o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye'Kuana, Júnior Hekurari Yanomami, a fiscalização concentrada em rios tem freado a invasão, mas tem sido insuficiente para conter o risco de espalhamento da ilegalidade. “Muitos garimpeiros estão saindo e outros estão entrando. Estamos preocupados porque estão subindo o rio (Uraricoera) e há risco do garimpo entrar em outros pontos e áreas de difícil acesso porque fechou o espaço aéreo”, explica. Em entrevista à Rádio Eldorado, o líder reforça a grande extensão do território indígena, que dificulta o acesso da população à saúde. Segundo Júnior Hekurari, o atendimento das forças de saúde ainda não chegou às cerca de 80 comunidades mais isoladas. “Comunidades onde estão crianças com problemas sérios de saúde, onde a água morreu. Precisa sair primeiro os garimpeiros”, esclarece. Existem comunidades que procuram ajuda caminhando por três dias andando no meio da floresta. "Quando a ajuda chega, atende crianças em estado grave, já convulsionando por falta de medicamento para malária”, lamenta. See omnystudio.com/listener for privacy information.