
Grupos criminosos entraram no segundo dia de uma série de ataques em cidades do Equador. As ações incluem a queima de carros e ônibus, sequestros de policiais e vandalismo. Na segunda-feira, o governo já havia decretado estado de exceção em resposta a onda de violência com policiais sequestrados e atentados com explosivos após a fuga da prisão de José Adolfo Macías Salazar, conhecido como “Fito”, líder de uma gangue conhecida como Los Choneros, considerada uma das mais perigosas do país. Em resposta, Noboa mandou o Exército às ruas e declarou estado de conflito interno. O último balanço aponta 10 mortos, entre eles dois policiais. Em entrevista à Rádio Eldorado, o professor Fabio Borges, diretor do Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), disse que o estado equatoriano se enfraqueceu com a proposta de privatização da segurança pública. Para ele, a utilização de militares no combate aos criminosos pode ser perigosa. “Normalmente não dá bons resultados porque não são treinados para isso. A espiral de violência deve aumentar”, afirmou. Para o especialista, “o momento é de unidade nacional, independentemente das ideologias”. See omnystudio.com/listener for privacy information.