
O Parque do Ibirapuera se tornou nos últimos meses um endereço de shows que incomodam os vizinhos da zona sul de São Paulo. Associações de oito bairros reclamam do barulho aos finais de semana, com eventos de longa duração que, segundo relatam, estariam acima do limite de ruído permitido pela lei, e também dos desfiles dos blocos de carnaval em fevereiro. As reclamações foram levadas ao Ministério Público de São Paulo. Em entrevista à Rádio Eldorado, Nelson Michel Cury, presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Jardim Lusitânia e vice-presidente do Conselho de Segurança da Vila Mariana e Paraíso, disse que a situação começou a piorar no ano passado, após o represamento de shows durante a pandemia. Mas ele afirmou que “há tipos de sons que incomodam mais” e citou que uma orquestra sinfônica não geraria tanta perturbação. Segundo Cury, animais do parque e domésticos também estão sendo impactados pelo barulho. O Ibirapuera faz parte de várias zonas especiais da cidade. A exemplo dos demais parques urbanos, integra o Sistema de áreas Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres (Sapavel). Além disso, está em uma Zona Especial de Proteção Ambiental (Zepam) como território destinado à preservação e proteção do patrimônio ambiental. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente alegou que monitora os ruídos nos eventos do Ibirapuera e que tem acompanhado melhorias. De acordo com a nota, com a fiscalização da SVMA, a concessionária Urbia Parques tem empregado esforços para mitigação do incômodo dos ruídos, contratando empresa especializada, fazendo medições constantes e com mais rigidez com as especificações técnicas às produtoras. A Secretaria também diz que dialoga com todas as associações de moradores do entorno. See omnystudio.com/listener for privacy information.