
Os atos e manifestações do bolsonarismo não precisam mais da autorização de Jair Bolsonaro para acontecer. Atos realizados entre março de 2020 e setembro deste ano deixaram como herança uma extrema direita rapidamente mobilizada em torno de pautas que vão do combate às medidas de isolamento social à defesa do voto impresso e à guerra contra instituições. É o que mostra a pesquisa Democracia Sitiada e Extremismo no Brasil: 18 meses de manifestações bolsonaristas, do Núcleo de Etnografia Urbana e Audiovisual da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. O trabalho, coordenado pela antropóloga Isabela Kalil, mapeou 45 manifestações no período. Em entrevista à Rádio Eldorado, ela disse que o bolsonarismo dá sinais de sobrevivência mesmo sem a presença de Jair Bolsonaro na Presidência da República. “Tem um movimento duplo. Por um lado, tende a diminuir em quantidade de pessoas. Mas por outro lado pode se tornar mais radical. Existe um processo em que isso vai sendo normalizado como uma coisa corriqueira, comum. Certos grupos podem se tornar mais radicais”, afirmou. See omnystudio.com/listener for privacy information.