
As ruas de São Paulo viraram palcos e a cidade, já chamada de túmulo do samba, está pronta para receber arte e cultura. A avaliação é do doutorando em sociologia pela USP, Vinicius Teixeira. Em entrevista à Rádio Eldorado, o pesquisador de carnaval entende a festa popular como elemento de ressignificação da capital a partir de acontecimentos socioculturais e políticos, incluindo o impacto da pandemia na festa. Nos últimos anos, marchinhas que faziam sucesso em carnavais de outrora foram "canceladas" por blocos de rua pelo país. Isso em razão de letras que remetem a homofobia (Cabeleira do Zezé e Maria Sapatão), racismo (O Teu Cabelo Não Nega e Nega Maluca), machismo (Maria Escandalosa e Andorinha) e, inclusive, violência contra a mulher (Dá Nela). Teixeira explica que as letras acompanham as reflexões e pensamentos de seu tempo, então “não devemos fingir que não existiram”. O pesquisador propõe encarar a manifestação de frente e ter senso crítico. See omnystudio.com/listener for privacy information.