
A Prefeitura de São Paulo lançou um edital de licitação para contratar a instalação de 20 mil novas câmeras de monitoramento em até um ano e meio. Com custo anual estimado em R$ 70 milhões, o novo sistema deve englobar equipamentos com leitura automática de placas de veículos, detecção de movimento e reconhecimento facial – tecnologia de inteligência artificial cuja operação tem gerado críticas no Brasil e no exterior, por motivos que vão da violação a direitos individuais até casos de falsos positivos, principalmente envolvendo pessoas negras. Em entrevista à Rádio Eldorado, o diretor-executivo do Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio de Janeiro, Fabro Steibel, classificou o sistema como “pouco eficiente e racista”. Segundo ele, a tecnologia de reconhecimento facial “funciona de forma limitada, com taxa de erro de 80 a 90%”. O edital cita a possibilidade de “rastrear uma pessoa suspeita, monitorando todos seus movimentos e atividades, por características como cor, face, roupas, forma do corpo, aspectos físicos etc". See omnystudio.com/listener for privacy information.