
Após sofrer pressão de líderes democratas para que se retirasse da corrida à Casa Branca, por causa de dúvidas em relação à sua saúde e aptidão mental, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou ontem ter desistido de disputar a reeleição. Biden manifestou apoio à vice-presidente Kamala Harris para que o substitua como candidata. Com o endosso de Biden e de outras referências democratas, como o ex -presidente Bill Clinton, Kamala passou a ser a favorita para conquistar a indicação do partido, mas precisará ser ratificada por votação virtual ou convenção. A vice-presidente tem desempenho melhor que o de Biden nas pesquisas eleitorais, com média de 46% das intenções de voto, contra 44% do atual presidente. O ex-presidente Donald Trump, candidato republicano, aparece na frente de ambos, com 48%. Em entrevista à Rádio Eldorado, o professor de Relações Internacionais da ESPM Leonardo Trevisan disse que a possível entrada de Kamala Harris na disputa, além de gerar um aumento nas doações aos democratas, pode fazer o voto feminino ser decisivo para o resultado da eleição. Segundo ele, Trump já vinha adotando uma postura mais “moderada” em relação ao aborto antes mesmo da desistência de Biden. See omnystudio.com/listener for privacy information.