
Séculos antes de se tornar um ponto turístico por abrigar a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão, o bairro da Liberdade era habitado pela comunidade negra. A região do centro da capital foi palco de inúmeras execuções em praça pública. No Largo da Forca, hoje conhecido como Praça da Liberdade, foram assassinados negros escravizados, indígenas e toda sorte de indesejados. Seus corpos suspensos eram exibidos para a plateia. Fora da forca, o destino final era o Cemitério dos Aflitos, um dos primeiros da cidade. Ossadas foram encontradas durante obras na região, o que voltou a levantar a questão do apagamento da história negra da metrópole. Em entrevista à Rádio Eldorado, a arquiteta, urbanista e escritora Joice Berth afirma que falta à sociedade o entendimento de quanto a memória nos constitui e de como o espaço das cidades não é neutro, até por contar uma história de apagamento do negro”. A pesquisadora celébra a iniciativa da construção do memorial para preservar o patrimônio cultural dos povos originários do Brasil e de África e defende que o projeto seja encabeçado por arquitetos negros. See omnystudio.com/listener for privacy information.