
Ao longo da vida, podemos encontrar formas muito diferentes de compreender a sexualidade. Algumas visões associam o desejo ao pecado ou à necessidade de contenção. Outras apresentam a liberdade sexual como expressão de evolução espiritual. E há ainda abordagens que sugerem que, através da intimidade, sobretudo as mulheres absorvem energias, memórias ou características dos seus antigos parceiros. Mas o que acontece quando estas ideias começam a determinar a forma como nos relacionamos com a nossa própria história? Neste episódio, partilho algumas dimensões do meu percurso pessoal, desde a influência da religião na infância até às experiências que vivi em diferentes contextos espirituais, entre a contenção sexual, a procura de liberdade e o medo de carregar aquilo que pertence ao outro. Questiono a ideia de que a mulher precisa de se purificar das suas relações anteriores e exploro uma distinção essencial: sermos profundamente afetados por uma experiência não significa absorvermos literalmente a identidade de outra pessoa. Conversamos também sobre desejo, monogamia, diferentes formas de viver a intimidade, limites, consentimento e responsabilidade. Como podemos reconhecer as consequências das nossas escolhas sem as transformar num castigo? E será possível viver a sexualidade com mais leveza, sem retirar-lhe a profundidade, o cuidado e o respeito? Uma conversa sobre a possibilidade de escutar a nossa história íntima sem precisar de a apagar, justificar ou purificar. Acompanhamento individual de Escuta Matricial Se alguma destas questões tocar a tua própria experiência, podes explorá-la num espaço individual, privado e confidencial. Não precisas de chegar com um problema definido. Podemos partir daquilo que está vivo nas tuas relações, na intimidade ou nas exigências da vida quotidiana. https://www.anataboada.com/_sessoes_individuais_2 www.anataboada.com