
O ex-senador Roberto Requião fora no Congresso Nacional um militante assíduo na denúncia do capital vadio e de suas mazelas na sociedade. Agora, com o vazamento do áudio do banqueiro André Esteves, pelo portal Brasil 247, em um evento fechado do BTG Pactual com clientes, Requião denuncia que o dono do banco advoga o 'Estado mínimo' e 'negociatas máximas'. "De minha parte indignação absoluta", disse o pré-candidato ao governo do Paraná. Garganta, Esteves entregou que mantém ligações perigosas com Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, e de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e revelou que discute, opina e influencia na política econômica do país. Sim, um banqueiro dirige de fora do governo a economia pública brasileira. Os áudios vazados pelo 247 indicam que o dono do BTG trata agentes públicos como subalternos e seus prepostos. O supersincero André Esteves falou para cerca de 30 pessoas em um evento interno do BTG chamado "Future Leaders" [Líderes do Futuro], na última quinta-feira (21/10), cujo ambiente à vontade permitia várias gargalhadas dos participantes. No áudio, o banqueiro compara o impeachment de Dilma Rousseff --considerado um golpe contra a democracia e o PT-- à ditadura militar de 1964, que durou até 1985. Nesses vinte anos de escuridão, a Comissão Nacional da Verdade reconheceu 434 mortes e desaparecimentos no País --além de torturados e sequelados pelo regime fardado.