
Festas juninas. Fogueira, quentão, bandeirinha, quadrilha. Parece que todo mundo sabe o que é. Mas e o que está embaixo? Nesse episódio o Espelho de Circe vai fundo no que sobreviveu séculos de catolicismo sem nunca precisar declarar guerra a ele. O tição guardado no oratório ao lado da palma benta. O mastro cortado na lua minguante com rezas antes de empunhar o machado. As sortes do ovo, da agulha, do alho plantado à meia-noite. O compadrio de fogueira, que cria parentesco onde não havia sangue. Práticas que nunca foram proibidas porque nunca foram nomeadas. Era só o que se fazia. Esse episódio nomeia. E o nome é magia.