
Por Gabriel de Santa Maria Madalena. Se Jesus veio para nos santificar a "todos", se a vontade de Deus é que "todos" sejam santos, então a santidade não poderá consistir em dons extraordinários. Ao contrário, a santidade deve consistir em algo que todas as almas de boa vontade, ainda as mais humildes e simples, possam alcançar, amparadas com o auxílio divino. A santidade é a perfeição da vida cristã. Consiste no pleno desenvolvimento, em nós, da vida sobrenatural, cujos princípios são: a graça santificante, as virtudes infusas e os dons do Espírito Santo. O batismo depositou em nós esta semente de santidade, que é a graça, semente capaz de se converter em frutos preciosos de vida sobrenatural, para a alma que procura o seu desenvolvimento com empenho. A graça, elevando-nos ao estado sobrenatural, torna-nos capazes de entrar em relações com a Santíssima Trindade, quer dizer, de conhecer e amar a Deus como Ele é em Si mesmo, e como Ele Se conhece e Se ama. É, portanto, uma nova vida de conhecimento e de amor que a graça gera e alimenta em nós, vida que é uma participação na vida divina. E o que haverá de mais santo e mais santificante do que estas relações íntimas com a Santíssima Trindade? A tais alturas nos eleva a graça, dom concedido a todos os batizados.