
Por Vital Lehodey. Queremos salvar nossas almas e chegar à perfeição da vida espiritual. Ou seja, nos purificarmos de verdade, progredir em todas as virtudes, chegar à união com Deus. E por esse meio nos transformarmos cada vez mais nele. Essa é uma obra de grandeza incomparável e de um trabalho quase sem limites, mas que nos proporciona liberdade, paz, gozo, unção do Espírito Santo, e exige por sua vez sacrifícios sem fim, e um paciente trabalho por toda a vida. Essa obra gigantesca não seria apenas difícil, mas também absolutamente impossível, se contássemos apenas com as nossas próprias forças, pois é de ordem absolutamente sobrenatural. Tudo posso naquele que me fortalece, disse o Apóstolo. Mas sem Deus, só resta a mais absoluta impotência. Por nós mesmos, nada podemos fazer: nem pensar no bem, nem desejá-lo, nem cumpri-lo. Muito menos podemos corrigir nossos vícios, adquirir perfeitamente as virtudes, alcançar a vida de intimidade com Deus. Para nossa alegria, Deus quis ser o fiador de nossa salvação, razão pela qual nunca poderemos bendizê-lo como Ele merece. Mas Deus não quer nos salvar sem nossa cooperação. Por isso, devemos unir nossa ação com a ação dele, com muito esmero. Quem trabalha com Deus, aproveita cada instante. Quem o dispensa, acaba caindo, ou se cansa muito em estéril agitação. Portanto, é de suma importância só agir unidos a Deus, todos os dias, e cada momento. Tanto nas nossas menores ações como em qualquer outra circunstância, porque sem a íntima colaboração de Deus perde-se tempo e trabalho.