
Parece coisa de filme, mas seguradoras já estão sendo questionadas pelo uso de algoritmos para analisar cobertura, autorizar procedimentos e negar tratamentos. E aqui está o ponto mais cruel: para o sistema, você pode não ser uma pessoa doente. Pode ser só uma linha numa planilha. Custo. Risco. Probabilidade. Histórico. Chance de sucesso. Só que, do outro lado da tela, existe alguém com dor, medo, família e pressa. Porque quando um algoritmo erra numa recomendação de filme, tudo bem. Mas quando ele erra numa decisão de saúde… alguém pode perder tempo. E tempo, para quem está doente, pode ser vida. A pergunta não é se a IA pode ajudar a saúde. Pode. A pergunta é: quem responde quando a eficiência vira negativa de cuidado? O plano de saúde? O médico? O programador? Ou uma sociedade que aceitou automatizar decisões sobre a vida humana? Talvez o problema não seja a inteligência artificial. Talvez seja descobrir que, para algumas empresas, a sua vida já cabia numa fórmula antes mesmo da IA chegar. Você confiaria sua cirurgia a um algoritmo?