
* O mundo sonoro recém-imaginado, intrigante e atraente de Hans Winterberg (1901-1991) vem à tona em lançamento do selo alemão Capriccio e já disponível nas plataformas de streaming. “ É uma espécie de cartão de visitas do compositor”, classifica João Marcos Coelho: a Sinfonia dramática, de 1936; o Concerto no.1 para piano e orquestra, de 1948; e Rhythmophonie, de 1967.Tudo inédito em gravação. Judeu nascido em Praga, Wintenberg era amigo de Viktor Ullmann, Hans Krasa, Erwin Schulhoff e Gideon Klein, compositores que morreram em campos de concentração na Segunda Guerra Mundial. “Ele só foi aprisionado em janeiro de 1945 e mandado para o campo-modelo de Terezin”, conta o crítico musical. Com o término da guerra o compositor retornou a Praga e, em 1947, fixou-se em Munique, na Alemanha. “Compôs bastante, mas estranhamente não foi bem recebido pela comunidade musical europeia”. Na coluna musical desta segunda (13), João Marcos Coelho narra a história de Winterberg, incluindo a cláusula imposta por seu filho adotivo ao vender as obras musicais do pai: elas deveriam permanecer secretas até 2031. A cláusula foi revertida judicialmente, e as partituras publicadas em 2021, quando a Orquestra Sinfônica da Rádio de Berlim gravou pela primeira vez algumas de suas obras orquestrais. *Com informações do site The Critic. O jornalista e crítico musical João Marcos Coelho fala sobre música diariamente no Estação Cultura. O programa "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 FM, de segunda a sexta-feira, às 10h, na Cultura FM, Cultura Brasil e no aplicativo Cultura Digital.