
Na coluna de Atílio Bari desta quarta (04), o apresentador fala sobre a clássica peça "Morte e Vida Severina", que está em cartaz no Teatro Tuca com a direção de Elias Andreato. Fazendo um relato da trajetória do povo nordestino, Bari conta que o espetáculo retrata a história de uma população que caminha com muita fé em busca de uma vida mais digna. Um dos principais personagens é Severino, que se depara com situações de morte ao se aventurar por lugares diferentes à procura de novas oportunidades. Após se sentir deprimido por muitas tristezas, o protagonista se recupera e volta a sentir esperança depois de ver o nascimento de uma criança. Comparando a história do escritor João Cabral de Melo Neto com o incentivo do governo federal à Cultura, Bari destaca que lideranças autoritárias têm má vontade em aprovar manifestações artísticas que não estejam alinhadas com discursos patrióticos. Ele observa que há poucos meses um festival de jazz foi reprovado pela Secretaria Especial de Cultura, mas a edição de um livro sobre a história das armas foi aprovada com um aporte de mais de R$ 2 milhões. "Acho que dá para fazer um livro", comenta Bari sobre o montante aprovado. O apresentador finaliza dizendo que as músicas da peça "Morte e Vida Severina", em cartaz no teatro Tuca, são as mesmas compostas por Chico Buarque na versão original do espetáculo. Idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona da TV Cultura, Atilio Bari participa do Estação Cultura todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e também assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção. O programa "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 10h da manhã pela Cultura FM – 103,3Mhz, Cultura Brasil e no aplicativo Cultura Digital. *Estagiário sob supervisão da profissional habilitada Cirley Ribeiro - MTB: 832/SC