
Em sua coluna musical, João Marcos Coelho destaca álbum do PostClassical Ensemble com as trilhas dos curtas “Cidade” e “Redes de Pesca” Cirley Ribeiro por Cultura FM Pela primeira vez as trilhas do curtas-metragens “Cidade” e “Redes de Pesca” são tocadas integralmente como foram concebidas, mas sem narração. O crítico João Marcos Coelho refere-se ao álbum do PostClassical Ensemble, regido por Angel Gil-Ordoñez, e recém-lançado pela Naxos. Os dois filmes da década de 1930 são recheados de posturas políticas, ressalta o crítico musical. E os compositores das trilhas migraram para a militância de esquerda naquela conturbada década. O mexicano Silvestre Revueltas compôs em 1935 a trilha para “Redes”, filme que retrata a vida miserável dos pescadores vitimados pelo controle monopolista de sua atividade pesqueira. “O curta prega uma resistência organizada como meio para se chegar a uma reforma política”, afirma João Marcos. Já a trilha do documentário “Cidade” foi composta pelo americano Aaron Copland em 1939. O roteiro era de Lewis Mumford, autor de um livro célebre, “A cidade na história”. O jornalista e crítico musical João Marcos Coelho fala sobre música diariamente no Estação Cultura. O programa "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 FM, de segunda à sexta-feira, às 10h da manhã, na Cultura FM, Cultura Brasil e no aplicativo Cultura Digital.