
Nesta semana (terça-feira, dia 03), Chico Carvalho comentou no programa “Estação Cultura” sobre Juan Rulfo. Juan Rulfo nasceu em Jalisco, no México, no ano de 1917, e viveu até 1986. Publicou seus primeiros contos em revistas de literatura, mas foi a partir de “Pedro Páramo” que alcançou prestígio e passou a ser um dos mais celebrados escritores de língua espanhola. “Pedro Páramo” é um relato rural de mortos que falam. Através das suas almas penadas que vagam de um canto ao outro, o autor constrói um cenário árido que funciona como alegoria de um país inteiro, um México mergulhado em revoluções sem fim, condenado a expiar suas dores numa tentativa de sobreviver às violências. Há livros que são verdadeiras sinfonias: primeiro de tudo é necessário erguer uma paisagem sonora coletiva em que todos façam parte. Depois disso, cada instrumento terá sua chance de conversar conosco em particular. Ler “Pedro Páramo” é como ouvir uma orquestra tocar.