
Em 1964 acontecia o golpe militar, época que dava início aos 21 anos de opressão no Brasil. Nesse mesmo ano era lançado nas telas de cinema o filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, do cineasta Glauber Rocha. Na coluna de Atílio Bari desta semana, o apresentador relaciona a história da trama com as atuais ações do governo no país. Segundo Bari, o filme mostra a força das imagens bizarras, hipnóticas e dos personagens calcados nos imaginários dos sertões brasileiros. Passados quase 60 anos, ele aponta que nos rincões do nordeste do país as coisas não mudaram muito, e a terra da injustiça e do concentrador de renda segue prevalecendo. “Talvez seja um projeto de criar um não país, um não Brasil”, comenta Bari ao relacionar o atual cenário do país e o filme de Rocha: “principalmente se você assistir (...) com o olhar de querer entender um pouco do Brasil dos cafundós, do sem lei e nem proteção, sem escolas (...) sem perspectivas”. Idealizador e apresentador (ao lado de Chris Maksud) do programa Persona da TV Cultura, Atílio Bari participa do Estação Cultura todas as quartas-feiras. A coluna aborda espetáculos de teatro, livros, outras formas de dramaturgia e também assuntos da atualidade, que muitas vezes se aproximam da ficção. O programa "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 10h da manhã pela Cultura FM – 103,3Mhz, Cultura Brasil e no aplicativo Cultura Digital. *Estagiário sob supervisão da profissional habilitada Cirley Ribeiro - MTB: 832/SC