
Agostinho Batista de Freitas (1927-1997) foi um artista de sensibilidade invulgar, na avaliação de Agnaldo Farias, curador da mostra em cartaz na Galeria Estação. “Ele retrata com uma curiosidade incansável os grandes monumentos urbanos de São Paulo, os arredores da cidade e cenas do campo”, opina. Vinte pinturas do acervo da galerista Vilma Eid foram selecionadas para a exposição, em cartaz até 11 de junho. Filho de imigrantes da Ilha da Madeira, artista autodidata, Agostinho de Freitas foi criado em um sítio em Paulínia, então distrito de Campinas. Trabalhou na lavoura até os 11 anos de idade e estudou somente até o terceiro ano do antigo primário. Já morando em São Paulo foi ajudante de pedreiro e eletricista. Nas horas vagas vendia seus quadros na região central de São Paulo, onde foi descoberto por Pietro Maria Bardi, fundador do Masp. “Eu considero o Agostinho de Freitas um poeta do cotidiano”, define o curador Agnaldo Farias. A visitação à mostra “Agostinho Batista de Freitas – Mestre das Ruas” é de segunda a sexta, das 11h às 19h, e aos sábados das 11h às 15h. Rua Ferreira Araújo, 625 – Pinheiros.