
A pernambucana Amélia Brandão Nery (1897-1983) inventou uma viuvez, aos 25 anos, para não receber o rótulo de “mulher separada”, um estigma nas primeiras décadas do século XX. Foi quando ela deixou Jaboatão dos Guararapes (PE), com os três filhos, para seguir carreira artística em Recife, a capital do estado. Esta é uma das histórias relatadas pela jornalista e produtora cultural Jeanne de Castro na biografia “Tia Amélia – o piano e a vida incrível da compositora”. A autora do título inédito pesquisou os grandes feitos da pernambucana para driblar o patriarcado e o etarismo e poder dedicar-se ao piano e à música.