
Erudito, popular, versátil ... Edson Cordeiro comemora 35 anos de carreira, com treze álbuns lançados, apresentações em diferentes palcos no mundo, sete prêmios da música brasileira, uma indicação ao Grammy Latino e a incansável disposição para entreter, derrubando barreiras entre gêneros musicais. O cantor nascido em Santo André (SP), que há mais de uma década vive na Alemanha, está no Brasil para celebrar seus 35 anos de carreira. Reconhecido pelo timbre vocal de contratenor, com o mesmo alcance do soprano feminino, Cordeiro despontou no fim dos anos 1980 nas montagens de Hair, dirigida por Antônio Abujamra, e O Doente Imaginário, direção de Cacá Rosset. a voz aguda chamou a atenção após o primeiro show solo, em 1990, no Rio de Janeiro. Extremamente autocrítico, o cantor afirma que “quase nunca gosta de suas performances” e chega a ser cruel consigo mesmo, algo que “vem melhorando”. Estar na música por 35 anos é o chamado de uma vocação, descoberta nos cultos da igreja que frequentava com a mãe. “Eu tenho uma insuportável e incontrolável vontade de entreter”, resume o artista, que já cantou com Cássia Eller, Cláudia Raia, Rita Lee, Ney Matogrosso, Nina Hagen e Bob McFerrin, entre outros. O programa "Estação Cultura", com apresentação de Teca Lima, vai ao ar pela Rádio Cultura FM 103.3 FM e 77.9 FM estendida, de segunda a sexta-feira, às 10h. O programa é transmitido também na Rádio Cultura Brasil AM 1200 e no aplicativo Cultura Digital.