
EBD+. SIMPÓSIO SER E FAZER DISCIPULOS (04/09) 10:15h (Profª. Cassia de S. Lacerda. e o Pr. Leandro Januário) • Qual é o papel da Igreja (pensemos ela como corpo de Cristo e como congregação local) no ser e fazer discípulos? Às vezes tenho a sensação que as igrejas hoje visam alcançar um espaço “no mercado da fé”. Esta lógica de que a Igreja é uma prestadora de serviço religioso parece estar entranhada em nossos planejamentos e ações de tal forma que nem nos damos conta disso. A cada dia surgem novidades para atrair consumidores da fé, para promover engajamento e para manter o negócio economicamente viável. Por outro lado, essa pegada empreendedora tem influenciado muito a forma como estabelecemos nossas relações sociais com os outros “frequentadores” da igreja. Cada pessoa que senta nos bancos acolchoados, disfrutam do ar-condicionado, da boa música, da oratória encorajadora para a vida contemporânea torna-se um al Então, sem nos dar conta, começamos a confundir evangelismo com alcançar consumidores, congregar com oferecer serviços religiosos e fé com mercadoria. • Como enxergar o Ser Igreja? 1. Assumindo nossa dupla responsabilidade; 2. Resgatando a visão comunitária “A igreja tem uma dupla responsabilidade em relação ao mundo ao seu redor. Por um lado, devemos viver, servir e testemunhar no mundo. Por outro, devemos evitar nos contaminar por ele. Assim, não devemos preservar nossa santidade fugindo do mundo, nem sacrificá-la nos conformando a ele. (STOTT,2011,p.13) Precisamos resgatar a visão comunitária da igreja, das pedras que vivem no prédio de Deus. Além do mais, é preciso uma argamassa da melhor qualidade. (STOTT,2011,p.77) • Como manter o congregar? Reconhecendo que isso é graça de Deus e que a presença física dos irmãos nos fortalece. É graça de Deus uma comunidade poder reunir-se neste mundo, de maneira visível, em torno da Palavra de Deus e dos sacramentos. ... A presença física de outros cristãos constitui para o cristão uma fonte de alegria e fortalecimento incomparáveis. (BONHOEFFER, 1997, p.10) Por isso precisamos aprender a cada dia a ser igreja. Vamos falar sobre: 1. A diferença entre ter e ser uma benção (qual é a ênfase que damos?); 2. Discriminação e preconceitos (será que a Igreja tem que se meter nisso?); 3. A distinção entre ir e ser igreja; 4. O Deus libertador (será que nosso discurso é para liberdade ou para opressão?) 5. A Igreja como lugar de Justiça social, respeito e compaixão; 6. Igreja como lugar de acolhimento, proteção, promoção e integração. Nosso objetivo é que com esta conversa possamos pensar sempre sobre “o que Deus quer da gente como sua igreja? “Pois a intenção de Deus para a sua igreja é que ela seja uma comunidade de amor, de adoração e de serviço. (STOTT,2011,p.20)