
Nesta terça-feira, a Câmara dos Deputados do Chile aprovou o impeachment do presidente Sebastián Piñera por suspeitas de corrupção durante seu mandato. O mandatário do País estaria ligado à venda de uma empresa mineradora, a Dominga, nas Ilhas Virgens, um paraíso fiscal. O caso foi revelado pelas reportagens do Pandora Papers. O negócio ocorreu em 2010, quando Piñera estava em seu primeiro mandato como presidente. O Ministério Público abriu uma investigação para apurar se houve pagamento de propina e violações tributárias na transação. Para o impeachment de Piñera ser aprovado pelo Senado chileno, ele precisa de dois terços dos votos da casa, que tem 43 congressistas. A votação deverá ocorrer no próximo dia 16 de novembro. Se a acusação for aprovada, o presidente será retirado do cargo e ficará impossibilitado de exercer funções públicas por cinco anos. Tudo isso acontece às vésperas das eleições no Chile, marcadas para 21 de novembro. As pesquisas mais recentes mostram o advogado de extrema direita José Antonio Kast, de 55 anos à frente. O favorito para ir ao segundo turno com Kast é o candidato da centro-esquerda Gabriel Boric, ex-líder estudantil de 35 anos. No episódio de hoje, vamos discutir o futuro político no Chile e como o impeachment de Sebastián Piñera, e as eleições presidenciais no País podem impactar aqui no Brasil com o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Roberto Goulart Menezes. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Gustavo Lopes Produção/Edição: Jefferson Perleberg, Ana Paula Niederauer e Isabela Moya. Montagem: Moacir Biasi See omnystudio.com/listener for privacy information.