
Bem-vindos! Nesse episódio falo sobre depressão na missão e os sentimentos solitários que carregamos no campo missionário. Ao olhar para trás, especialmente lendo os meus diários que me trazem na mente não somente as lembranças, mas as imagens das cenas reais que eu vivi, eu sinto pena, eu sinto dó daquela pessoa que escreveu todas aquelas coisas. Eu não me reconheço ali! Tenho vontade de me encontrar com aquela jovem missionária, aquela menina, e acolher, abraçar, porque eu sei o quanto ela sofreu e nunca pôde admitir isso para ninguém. Seus momentos solitários, de profunda reflexão, acreditando no amor de Deus e ao mesmo tempo questionando seu merecimento o tempo todo! Suas perspectivas em relação a vida, ao mundo e as pessoas, são tão inocentes e ao mesmo tempo, tão pesadas, egoístas e julgadoras, mas ela não se dava conta disso. São pensamentos e sentimentos registrados que machucavam muito sua essência verdadeira. Mas ela estava adormecida e anestesiada, como se fosse insensível a dor, mas na verdade os ferimentos estavam ali o tempo todo, se acumulando. Não é fácil lidar com a estranha sensação de pela primeira vez notar algo estranho no que considerava perfeito. Uma mistura de ver as coisas como realmente são e o desejo (e a necessidade) de continuar naquela ilusão, pois ali é seu mundo. Ela realmente acreditava que seu futuro lindo prometido dependia daquilo e do quanto iria se empenhar em tudo. Então, mesmo se não quisesse ou não se sentisse bem, iria obedecer. O meu maior e único arrependimento foi ter demorado tanto para enxergar tudo isso que hoje compartilho com vocês. Contato: eueomormonismo@yahoo.com