
O EVA CAST, podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), chega ao episódio 51 com uma discussão sobre o futuro do tratamento do câncer de ovário. A edição aborda o papel dos medicamentos à base de platina, os avanços para pacientes que desenvolvem resistência ao tratamento e as perspectivas de novas terapias, incluindo anticorpos conjugados a medicamentos (ADCs), imunoterapia e inteligência artificial. Conduzida pelo jornalista e doutor em Oncologia, Moura Leite Netto, a conversa reúne Alessandra Morelle, oncologista do Grupo Oncoclínicas em Porto Alegre e fundadora e CEO do Thummi Global; Hanna Kim, oncologista clínica e referência médica de dados e inteligência artificial do Departamento de Oncologia do Einstein Hospital Israelita; e Pedro Henrique Araújo de Souza, coordenador médico da Unidade de Pesquisa Clínica do Hospital do Câncer III do INCA, oncologista clínico do Grupo Oncoclínicas e diretor médico da Huna Artificial Intelligence. O episódio começa explicando por que a carboplatina e a cisplatina continuam fundamentais no tratamento do câncer de ovário, especialmente nos tumores serosos de alto grau. Pedro apresenta os mecanismos de ação desses medicamentos e sua relação com os sistemas de reparo do DNA. Alessandra explica como a sensibilidade à platina influencia a escolha dos tratamentos e por que a resistência representa um dos principais desafios para as pacientes. Hanna aborda a evolução do tratamento nas últimas décadas, desde a quimioterapia convencional até a incorporação de terapias-alvo, como bevacizumabe e inibidores de PARP. A discussão destaca a importância dos biomarcadores, incluindo alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 e a deficiência de recombinação homóloga, para identificar pacientes que podem se beneficiar de determinadas estratégias. Um dos destaques são os anticorpos conjugados a medicamentos (ADCs), que combinam um anticorpo capaz de reconhecer características específicas das células tumorais com um medicamento que atua sobre elas. Entre os exemplos estão o mirvetuximabe soravtansina, direcionado ao receptor de folato alfa, e o trastuzumabe deruxtecana, utilizado em determinados tumores com expressão de HER2. Os especialistas discutem os resultados do estudo MIRASOL e outros alvos moleculares em investigação. A imunoterapia também ganha espaço na conversa. Alessandra apresenta os resultados do estudo KEYNOTE-B96, que investigou a combinação de pembrolizumabe com quimioterapia, com ou sem bevacizumabe, em pacientes com câncer de ovário resistente à platina. Pedro aborda o estudo ROSELLA, que avaliou a combinação de relacorilanto com nab-paclitaxel, uma estratégia para aumentar a sensibilidade das células tumorais à quimioterapia. Na parte dedicada à inovação, os convidados discutem como a inteligência artificial, a patologia digital e a análise de células tumorais circulantes poderão contribuir para identificar novos alvos, acompanhar a resposta aos tratamentos e reconhecer mecanismos de resistência. A conversa também aborda os desafios para definir a melhor sequência das novas terapias e ampliar o acesso a esses avanços no Brasil, incluindo o papel da pesquisa clínica. O episódio reforça que, embora a platina continue fundamental, a medicina de precisão está ampliando as possibilidades de tratamento do câncer de ovário. O futuro aponta para decisões cada vez mais orientadas pelas características biológicas dos tumores e pelas necessidades individuais de cada paciente. Ouça, compartilhe e nos ajude a fazer o EVA CAST com seus comentários e sugestões de temas. Siga o EVA nas redes sociais: @gbtumoresginecologicos. Ficha técnica Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto Captação e edição de som: J. Benê Tema de abertura e encerramento: Gui Graziottin Direção: Luciana Oncken Patrocínio: AbbVie