
Em Mt 28,8-15, temos duas reações opostas diante da Ressurreição: 1. As mulheres discípulas (Maria Madalena e a outra Maria) Elas deixam o túmulo “com grande alegria”, mesmo ainda tomadas de temor.No caminho, Jesus lhes aparece, saúda-as e confirma a missão: anunciar aos discípulos que Ele ressuscitou e que o encontrarão na Galileia.A experiência delas é de fé, encontro e envio.2. Os guardas e os chefes dos sacerdotes Os guardas testemunham os acontecimentos, mas: São subornados pelos líderes religiosos.Recebem instruções para espalhar a versão de que os discípulos roubaram o corpo.Aqui surge a primeira narrativa anti-ressurreição, um esforço para abafar o fato.Em síntese O texto coloca lado a lado: A verdade da Ressurreição, acolhida pelas mulheres.A mentira fabricada, fruto do medo e da resistência à ação de Deus.✝️ Relação com a Oitava de Páscoa A Oitava de Páscoa é celebrada como um único grande dia, o “Dia da Ressurreição” prolongado. Nesse contexto, Mt 28,8-15 ilumina três dimensões essenciais: 1. A alegria pascal As mulheres representam a alegria que nasce do encontro com o Ressuscitado. A Oitava inteira insiste nessa alegria que não é euforia, mas certeza de que a morte foi vencida. 2. A missão Jesus envia as mulheres a anunciar. Na Oitava, a Igreja se reconhece enviada a proclamar a vida nova que brota da Páscoa. 3. A verdade da Ressurreição O texto mostra que desde o início houve tentativas de negar ou distorcer o acontecimento. A Oitava reforça que a fé cristã se apoia em um fato real, não em mito ou invenção. 4. A escolha diante da Páscoa O Evangelho apresenta duas respostas possíveis: Abertura ao Ressuscitado (mulheres).Fechamento e manipulação (chefes e guardas).A Oitava de Páscoa nos convida a escolher a primeira: acolher a vida nova e deixar que ela transforme nossa história.