Na semana em que o governo atinge um dos pontos de pressão mais fortes por causa da crise no setor da habitação, Eduardo Ferro Rodrigues vem ao Facto Político defender o legado de António Costa. Na opinião do antigo Presidente da Assembleia da República, o atual Presidente do Conselho Europeu “acordou a tempo para a crise na habitação”, mas era difícil que o resultado fosse outro por causa dos fluxos migratórios que fizeram entrar muitas pessoas em Portugal.
Ferro Rodrigues critica a estratégia política que tem sido seguida por muitos protagonistas e lamenta que se tenha feito uma luta partidária: “É infantilizar o eleitorado”. Assumindo que tem mais “simpatia” pelos manifestantes do que pela polícia, o antigo Presidente do Parlamento lembra que “tem de haver regras”.
Depois de, em 1983, ter apoiado o bloco central, Ferro Rodrigues alerta para a possibilidade de PS e PSD estarem a chegar a um momento em que é preciso repetir o entendimento: “A única forma de a democracia se bater contra a extrema-direita é havendo um compromisso entre o PS e o PSD para que haja uma governação estável”. Questionado diretamente sobre se está a falar do bloco central, responde sem rodeios: “Sim”.
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