
Leitura do Artigo I: Definição da liturgia, do Capítulo I: A Liturgia, do livro "Meu Livro de Liturgia", do Con. Hilário Wijten, Editora Vozes, 1955. "A palavra "liturgia" tem sua origem no grego. A sua etimologia dá ideia duma obra feita em favor do povo, duma obra em favor do bem geral. Em quase todas as cidades da antiga Grécia, principalmente na culta Atenas, entendia-se por "liturgia" qualquer encargo imposto aos cidadãos, principalmente aos melhor aquinhoados pela fortuna, com o fito de, custear serviços públicos. Assim vemos que, no sentido particular, "liturgia" significa serviço público custeado por cidadãos de alta sociedade, que para si conservavam apenas a honra de para ele terem concorrido. A "liturgia" era um ofício temporal e honroso, dado temporariamente a um cidadão de alta classe social para realçar a magnificência das solenidades religiosas. Na decadência da Grécia, a palavra "liturgia" perdeu a significação que tinha na "era clássica". Pela origem política, a palavra "liturgia" conserva uma relação necessária com as instituições religiosas e os ofícios sacros, sendo, na Grécia, a parte mais comum do culto dos deuses. A Idade Média toma a palavra "liturgia" na sua verdadeira significação de: relação necessária com as instituições religiosas e os ofícios sacros, e, então, vemo-la introduzida na linguagem eclesiástica. A "liturgia" é o culto exterior e público que a santa Igreja, como sociedade pública, presta a Deus, nos seus atos, sacrifícios e sacramentos, como as cerimônias, bênçãos, leituras e cânticos. Tudo isso em formas exteriores sobre as quais o Espírito Santo estende suas graças e bênçãos: "Nam quid oremus, sicut oportet, nescimus, sed ipse Spiritus postulat pro nobis gemitibus inenarrabilibus", diz São Paulo. "Porque nem sabemos como devemos rezar dignamente, é o mesmo Espírito Santo que reza por nós com gemidos inenarráveis". À primeira vista, parece estranho que uma oração vocal, feita em público, em uma vasta igreja, com um grande aparato exterior e no meio duma multidão compacta, tenha um lugar tão preponderante na vida cristã. Talvez sejamos tentados a dizer que a oração mental, mais libertada dos sentidos e feita no recolhimento dum quarto, é, por sua natureza, capaz de produzir melhores frutos de santificação. Todavia, o santo sacrifício, a sagrada comunhão, os sacramentos e o divino ofício são os mais legítimos atos da virtude de religião, e a Igreja pratica-os em sociedade. Texto completo em: https://falachicopodcast.com.br/fc-351-definicao-da-liturgia-meu-livro-de-liturgia-con-hilario-wijten-o-prem-1955 -- Compartilhe suas opiniões, reflexões e experiências dos episódios do Fala, Chico! Envie-nos uma mensagem de áudio pelo link anchor.fm/falachico/message -- Fala, Chico! é um podcast dedicado à leitura de cartas, encíclicas, exortações e homilias dos Papas e textos da Tradição da Igreja Católica, produzido, editado e apresentado por Eugênio Telles. -- Fale comigo nas redes sociais: instagram.com/falachicopodcast -- Grupo VIP no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/JKyhB671ktVBUJ4YSBAfpE