
"O Nosso bem-amado Salvador, chega à comunhão da Sua Missa quando, no íntimo do Sagrado Coração, parte este grito: “Tenho sede”. Não se trata, certamente, de sede de água, pois a Terra, e tudo quanto ela encerra, Lhe pertenciam, e Ele acalmou as ondas quando as águas enfurecidas pareciam querer ultrapassar os seus limites. Quando Lhe ofereceram de beber, Ele não aceitou. Era outra, era diferente a sede que atormentava Jesus – era a sede das almas e dos corações humanos. Esse grito foi uma apelo à comunhão – o último da longa série de apelos que o Pastor que é Jesus, dirigiu aos homens. O próprio fato de ter sido traduzido pelo mais pungente de todos os sofrimentos humanos, que é a sede, dá a medida da sua profundidade e da sua força. A humanidade pode sentir-se faminta de Deus, mas Deus sente-Se sequioso da humanidade. Ele sentiu essa sede na Criação, quando a fez participante da divindade no jardim do paraíso, e ainda na Revelação, quando tentou chamar a Si o coração afastado do homem, contando-lhe os segredos do Seu amor. Essa sede renovou-se na Incarnação, quando Jesus Se tornou semelhante àquele que amava, revestindo a forma e as aparências humanas. Na Cruz, o Salvador manifestou a mesma sede na Redenção pelo maior amor que jamais existiu, pois que ofereceu a própria vida por aqueles a quem amava. Esse foi o apelo final para a comunhão, antes de se correr a cortina sobre o Grande Drama da vida de Jesus sobre a terra. Todo o amor dos pais pelos filhos e dos esposo pela esposa, reunidos num amor imenso, representariam apenas uma insignificante parcela, a mais ínfima fração do amor de Deus pelo homem, revelado naquele grito de sede. Ele significou, simultaneamente, não apenas a sede que sentiu por todos os humildes, pelos corações famintos, pelas almas vazias, mas a infinita intensidade do Seu desejo em satisfazer os nossos anseios. A nossa sede de Deus não encerra algo de misterioso, porque a boca sequiosa suspira pela fonte, a planta volta-se para o sol e os rios correm na direção do mar. Dada, porém, a nossa insignificância e a mesquinhez do nosso amor para com Deus, o amor que Ele nos dedica é, realmente, um mistério. Esse é o significado da sede divina pela Comunhão conosco. O Salvador já expressara isso mesmo, na parábola da ovelha tresmalhada, ao dizer que O não satisfazia a presença das noventa e nove ovelhas que O seguiam, pois só a recuperação de uma ovelha perdida poderia dar-Lhe alegria completa. Esta verdade foi novamente expressa na Cruz. Nada podia satisfazer devidamente a Sua sede, senão o coração de cada homem, mulher ou criança, que, uma vez nascidos para Ele, só n’Ele poderiam encontrar a paz e a felicidade. Esta prece pela comunhão baseia-se no amor, pois este, pela sua própria natureza, é propenso à união. É o amor de cada um de nós pelo próximo que se firma a unidade de um estado. É do amor do homem e da mulher que resulta a união de dois seres numa só carne". Leia o texto completo do episódio em: https://falachicopodcast.com.br/o-calvario-e-a-missa-ven-fulton-sheen-1936 ♥️ ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 🔔 Apoie - https://falachicopodcast.com.br/apoie 👉 PIX: falachicopodcast@gmail.com 👉 Grupo VIP no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/JKyhB671ktVBUJ4YSBAfpE ♥️ ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ OUÇA TODOS OS EPISÓDIOS: Youtube: https://www.youtube.com/@falachicopodcast Spotify: https://open.spotify.com/show/3kvnlErGJhzfjkJQCWHVKi Visite o nosso blog e tenha acesso aos textos dos episódios: https://falachicopodcast.com.br ♥️ ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ PARTICIPE! ENVIE SEU ÁUDIO: Compartilhe suas opiniões, reflexões e experiências dos episódios do Fala, Chico! Envie-nos uma mensagem de áudio pelo link: https://podcasters.spotify.com/pod/show/falachicopodcast/message ♥️ ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ PRIMEIRA VEZ POR AQUI? O "Fala, Chico!" é um podcast dedicado à leitura de cartas, encíclicas, exortações e homilias dos Papas, assim como textos da Tradição da Igreja Católica e seus Santos, produzido, editado e apresentado por Eugênio Telles.