
É inegável que a infância deixa marcas profundas nas pessoas. Sofrimentos causados por abuso sexual, psicológico ou físico, bullying de várias ordens , experiências de rejeição, abandono, humilhação, traição e situações de vulnerabilidade persistem ao longo da vida e podem causar ainda mais problemas na fase adulta. Essas dificuldades enfrentadas quando se é criança dão origem, por exemplo, a propensão a dívidas, ao medo de falar em público, à insegurança, à baixa autoestima, à agressividade, à intolerância à frustração, tendência a se envolver com parceiros abusivos, e por aí vai.. A infância é um período crucial para o desenvolvimento emocional do indivíduo, por ser uma fase de constante aprendizado. É nessa etapa que construímos a nossa visão de mundo, das pessoas e de nós mesmos. A personalidade está em formação, e as relações e a bagagem acumulada são fundamentais para ela. Podemos desenvolver um trauma em qualquer momento da vida, mas é na infância que ele tem maior impacto e tende a causar mais danos ao nosso psiquismo. É preciso lembrar, no entanto, que o que é marcante ou doloroso para uma pessoa não surte necessariamente o mesmo efeito em outra. Além disso, existem vários fatores —contexto social, amigos, ambiente escolar e as lições adquiridas ao longo da vida (o quebra-cabeças da vida, como ela diz com brilhantismo) que interferem em maior ou menor grau naquilo que foi vivido quando fomos crianças. O fato é que, para muitos de nós, adultos, as lembranças de nossas infâncias ainda nos machucam e interferem em aspectos importantes de nossas vidas INSTAGRAM @this.is.louri @renatacondevescovi