
Por André Dourado: Na dança do tempo, sem refrear, Romantizei a vida, sem pestanejar. Um ano só, em solidão vivido, Em pensamentos, o coração aquecido. Da janela ampla, o mundo observei, Na noite densa, minhas asas soltei. Compromissos de manhã, ciente eu era, Mas a liberdade, na madrugada, era sincera. Carinhos e beijos, em memória tatuados, Sorrisos tolos, em instantes revelados. No canto do elevador, derretimento leve, Noites de filmes e jogos, paixão que breve. Conversas que se estendem na penumbra, Meia luz quente, como chama que deslumbra. Assim se teceu meu conto solitário, Um ano extraordinário.