
Desta vez, partimos do nosso espectáculo «Sob as Luas de Álamo» para uma conversa sobre a poesia de Álamo Oliveira, e as muitas formas de lhe dar vida em palco. Seguimos dois caminhos: a arte de ser poeta, e uma viagem pelas ruas e memórias de Angra do Heroísmo, através das palavras de quem tão bem conhece a cidade — e sabe observá-la com sensibilidade, perspicácia e uma boa dose de ironia. Partilhámos algumas das escolhas que deram forma ao espectáculo: os poemas, as obras musicais que com eles dialogam, a sonoplastia e até o teatro mudo. E, pelo caminho, não faltou o a menção ao humor mordaz e provocador de Álamo, que tantas vezes nos faz sorrir enquanto nos convida a pensar. Terminámos com o poema «Ilha», do livro «Pão Verde», publicado em 1971.