
O Black Album do Metallica está fazendo 30 anos em 2021 e é um álbum polêmico. Para uns, um dos maiores clássicos do Metal e mesmo do Rock como um todo. Para outros, a ruína do Metallica. Recentemente, em entrevista à Classic Rock Magazine, Bruce Dickinson lançou a braba: "O Metallica teve a coragem que não tivemos para se arriscar quando lançaram o Black Album. Merecem tudo que alcançaram, é um disco seminal. Iron Maiden, Judas Priest e Pantera tiveram a mesma chance, mas ficaram com medo" Toda mudança de fase traz discussão, porque se por um lado existe a visão do fã que consome e se conecta com determinado tipo de composição, por outro existe o cara que começa a ouvir ou se adapta melhor ao segundo momento (expansão de público). No meio disso, ainda existem as tendências sociais, as do mercado da música, questões mercadológicas e, principalmente, o amadurecimento do viés artístico de cada um. Tudo isso entra nessa equação. Até que ponto a banda tem que ser fiel ao seu legado, à sua marca? Até que ponto a visão dos fãs deve pesar? Até que ponto a visão do mercado deve prevalecer? E o lugar do viés artístico nisso tudo? Hoje a gente vai passar por essas discussões aqui e discutir alguns cases que ilustram a discussão (e fazem o pau comer): Whitesnake: o álbum Slide it In (1984) marca a entrada da banda no mercado americano. Para isso ser possível, foi preciso mexer no som. Sai o blues rock britânico, na linha do Deep Purple, e entra o rock de arena. Blues vs Hard. Black Sabbath: o ano de 1979 marca a saída de Ozzy Osborne e a chegada de Ronnie James Dio, que toma à frente das composições ao lado de Iommi. Deixa de ser Black Sabbath? Van Halen: Dave Lee Roth sente que precisa criar seu próprio espaço no showbizz e deixa a banda. Chega Sammy Hagar: menos show man, mais profissional e envolvido em questões artísticas. Impõe seu estilo e a banda muda. Bom? Bon Jovi: quando a revolução grunge acontece a banda estava "dando um tempo", pós explosão Slippery When Wet/ New Jersey. Olhando o movimento todo de fora e tendo vivido experiências solo diferentes (Jon, Richie e Dave lançaram seus próprios materiais), a banda volta com o Keep the Faith, que bebe muito na fonte dos Rolling Stones e de um rock mais puro. Valeu? A música que abre este episódio é Swan Song, do Sunstorm. É a 3a faixa do álbum Afterlife, de 2021. A banda também muda de fase, com a saída de Joe Lynn Turner dos vocais para a chegada de Ronnie Romero. Essa e todas as músicas de que a gente fala aqui, vc encontra na playlist temática do episódio, nos links "playlists" abaixo. Aproveita e segue a gente nas redes sociais. Instagram: @farofarc Twitter: @FarofaRock Spotify (playlists): Farofa RC Deezer (playlists): Farofa RC Todos os nossos links: https://linktr.ee/farofarockclube