
Sabe aquela sensação do invisível? De passar batido, de não ser lembrado, notado E que, vez ou outra, sem qualquer motivo plausível Um alguém com desejos pisoteados pela vida e por desavisados desalmados? Não importa o que façamos Se é o bem ou se é direito No lugar do incentivo ou de um aplauso Lá está ele, o defeito Não é ter voz por ego, pela fama É pelo melhorar o dia de quem a gente não conhece E também o de quem a gente ama Entre outras coisas, eu tô falando do ser lido, visto, escutado Ter minha arte ecoando, além da tela, aí no outro lado Porque toda reflexão por mim composta em cada linha escrita Carrega dores, sonhos, anseios, sorrisos e sentimentos de incertezas que aqui dentro em mim habita Inspirar, compartilhar, despertar o pensar O desejo por ser relevante a alguém ou alguns, perde seu sentido de sonho comum e se torna um pesadelo, cuja única vontade é mesmo a de pegar a tal tolha e simplesmente a jogar Não é maluco enquanto criador Depositar na criatura sua energia com amor Muito louco mesmo é viver na ilusão de que, por causa disso, se tem algum mero valor O desprezo dilacera o peito e, com fedor e “futum” Grita alto que aquelas bem-intencionadas aspas continuam invisíveis aos olhos e ouvidos do senso comum Mas a gente cria casca, né? Talvez pra ela, a vida, e pra eles, os humanos O invisível não sinta dor Por isso, na leitura que fazem Não há motivo pra rancor Você já tem o ar, a terra, os céus, o mar E quiçá um teto e alimento Quer mais o quê? Amor? Talvez não. Pedir empatia e amor, eu sei, já é demais Apesar de simples e indispensáveis Existem alguns gestos de que já compreendi que o ser humano não é capaz. Mas não desisto. Sou chato, paciente, sonhador E muito, muito sagaz... SIGA/CURTA NAS REDES SOCIAIS - Facebook: http://www.facebook.com/fernandoguifer | Instagram: @fernandoguifer e @paidemenina.fernandoguifer | Twitter: @fernandoguifer | Site oficial: fernandoguifer.com.br