
SISTEMA FINANCEIRO O Presidente da República reconduziu hoje, Rogério Zandamela ao cargo de governador de Banco de Moçambique. Saiba que é esta figura que disciplinou o sistema financeiro nacional. Em 2016, o quadro-sénior do Fundo Monetário Internacional desde 1988, mereceu a confiança do Presidente da República, Filipe Nyusi, para assumir as pastas de Governador do Banco de Moçambique, em substituição de Ernesto Gove – dez anos depois. Rogério Zandamela herdava, assim, um sistema financeiro frágil e num período conturbado do escândalo das dívidas ocultas. Um dos maiores desafios era travar a inflação e forte depreciação do Metical face as principais moedas de circulação no Mercado Cambial Interbancário. E não tardou para o “Xerife da 25 de Setembro” impor a ordem. Nos primeiros cinco anos de mandato, vários bancos comerciais e gestores foram sancionados. O nervosismo se instalara nos players na banca. Um dos momentos marcantes foi o apagão no sistema financeiro em Novembro de 2018. Os sistemas de pagamento electrónico, cujo provedor do software era uma empresa portuguesa – a Bizfirts, deixaram de funcionar. POS e ATM em blackout. Toda culpa era imputada ao Xerife. O crime de branqueamento de capitais foi outra das grandes batalhas de Zandamela. Antes de se tornar no homem forte do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela exerceu sucessivamente as funções de Representante-Residente do FMI no Brasil, e de chefe de missão para Arménia, Costa Rica, Gâmbia, Guatemala, Libéria, Malásia, Nicarágua, Peru, Trinidade Tobago e Zimbabwe.