
AUDIÇÃO A BRUNO LANGA Bruno Langa diz não ter cometido nenhum dos crimes que pesam sobre ele. Entretanto confirma ter recebido 8 milhões e 500 mil dólares norte americanos, pagamento resultante do seu trabalho de consultoria de hotelaria. Bruno Evans Tandane Langa Moçambicano, casado, de 44 anos de idade, nascido a 9 de outubro de 1977, natural de Maputo, residente à data da prisão na Cidade da Matola, Provincia de Maputo . Bruno ou simplesmente Nonó é acusado de Chantagem. Crimes de Falsificação de Outros Documentos, Crime de Uso de Documento Falso, Crime de Abuso de Confiança, Crime de Posse de Armas Proibidas, Crime de Associação para Delinquir, Corrupção Passiva para Acto ilícito e do Crime de Branqueamento de Capitais. De acordo com algumas fontes Nonó cresceu no coração da Polana, na cidade de Maputo. Também passou parte da infância e adolescência na Matola. É o quarto réu a estar frente a frente com Juiz Efigénio Baptista para responder ao processo 18/2019-C, também conhecido como caso das Dívidas Ocultas. Também chegou vestido de farda prisional como mandam as regras do Serviço Nacional Penitenciário. Bruno começou por dizer que não cometeu nenhum crime. O réu admitiu que Ndambi Guebuza é seu amigo de infância desde a escola primaria a luta continua, escola secundaria da Polana na cidade de Maputo. Mas a amizade ficou mais forte quando foram estudar na Africa do Sul. Bruno Langa disse ao tribunal que viajou para Alemanha a convite de Jean Boustani na companhia de Teófilo Nhangumele, mas chegado naquele país europeu terá encontrado o seu amigo Armando Ndambi Guebuza. Por outro lado, o réu confirmou ter recebido oito milhões e meio de dólares norte americanos, o que equivale a mais de 500 milhões de meticais da PRIVINVEST, pagamento segundo ele pelo seu trabalho de consultoria de hotelaria. Bruno preferiu não falar sobre a aplicação do valor. Mas o tribunal falou de compra de vivendas e viaturas luxuosas entre outros investimentos. Em algum momento Bruno Langa apenas limitou-se a dizer que não iria revelar os detalhes do que consta dos autos Tal como aconteceu com outros réus, os emails voltaram a aquecer a sala de sessões. O Juiz confronta o reu com os emails. Bruno Langa disse não confirmar a autoria dos emails que constam dos autos. O réu Bruno Langa disse ainda em tribunal que conheceu Teófilo Nhangumele entre 2009 a 2010 na altura para inteirar se do concurso publico para apetrechamento da vila olímpica. Bruno e Ndambi eram igualmente sócios numa empresa mobiliaria. Tornou-se Padrinho de casamento em 2017. Disse ao tribunal que não esteve envolvido no projecto de xona económica exclusiva, mas já ouviu falar. Disse que esteve na Alemanha na data referida nos autos e foi com Teófilo o objectivo não era claro mas Bruno já tinha sido contratado pela PRIVINVEST para fazer consultorias. Encontrou-se com Ndambi Guebuza na Alemanha em kil e no mesmo local Carlos Antonio do Rosário